domingo, 12 de setembro de 2010
Oficina de Máscaras - Pólo Anápolis
Commédia Dell’arte

A commédia dell’arte é considerada por alguns estudiosos do tema, como a primeira profissionalização para atores na cultura ocidental. Os atores da commédia dell’arte desempenhavam papéis fixos e o texto servia apenas como indicativo, pois o que prevalecia era o improviso. Por meio de apurada técnica verbal e gestual (acrobacia, mimese e pantomimas) os personagens representavam diversos arquétipos: os enamorados, o doutor, o velho (pantaleone), os criados (Arlequim, Polichinelo e Colombina). Para caracterizar os personagens usavam-se máscaras e vestimenta próprias. Os personagens subvertiam a seriedade com um corpo grotesco, em estado permanente de construção e a máscara, dessa forma, ganhava todo um significado: o ator ao assumir aquele personagem, assumia também a sua máscara e o que isso representava no contexto do espetáculo. Os tipos mais comuns da commedia Dell’arte eram os Zannis.
Veja alguns personagens:
Arlequino – representava uma mistura de esperteza e ingenuidade e era o companheiro de Brighella. Sua indumentária era composta inicialmente por uma roupa branca e cinturão que carregava um bastão de madeira, chinelos de couro e gorro branco. Com o passar do tempo a roupa foi ganhando retalhos coloridos, que provavelmente deu origem ao quadriculado de losangos. Para interpretar o personagem era necessário bastante ensaio e preparo físico para chegar a um nível técnico para atender as demandas da cena.
Puncinela: Esse personagem já existia no carnaval de Nápolis e passou a ser incorporado a commedia dell’arte. É um personagem corcunda com temperamento desagradável, libidinoso, cínico, mordaz e desrespeitoso. Tem uma voz estridente e sua máscara apresenta um nariz em forma de bico, lembrando uma ave de rapina. Sua indumentária é branca e composta, freqüentemente, por um chapéu cônico. É também um Zanni.
Doutore - É um tipo fixo da commédia dell’arte, veste uma túnica, sapatos, meias compridas, calções e chapéu pretos. Foi acrescentado, no século XII, uma longa gola ao redor do pescoço e um chapéu acadêmico de feltro preto. Tagarela e com pretensos conhecimentos intelectuais, apresenta-se como doutor em medicina ou advogado e aplica tratamentos ou orientações absurdas, o que acaba por expor o seu charlatanismo. Marido ciumento e geralmente enganado. Sua máscara atingia apenas a área do nariz e a testa.
Pantaleone – Mercador veneziano, rico, avarento e conservador. Gostava de cortejar uma das donzelas da comédia. Usava uma mascara negra com um nariz adunco e uma barbicha pontuda. A sua figura esbelta contrastava no palco com a figura roliça do dottore.
Os enamorados – Geralmente eram representados por homens e mulheres formosas e cultas. Falavam um toscano literário e elegante. Vestiam-se de acordo com a moda e não utilizavam máscara.
ftp://www.fmu.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/MarcilioSV_old.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dottore
http://improvisandoblog.wordpress.com/page/3/
http://grupo.moitara.sites.uol.com.br/commedia.htm
http://uab.unb.br/moodle/
cyrodelnero.fashionbubbles.com
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Fases da produção Cultural
A elaboração de um projeto visa dar corpo e sistematizar idéias e aspirações que deverão ser realizadas em um dado período e com determinados objetivos. Nesse sentido, o planejamento inclui todas as etapas de produção do projeto.
O primeiro passo é identificar a demanda ou a oportunidade para realização desse projeto. A partir daí estruturar o plano de ação. Para facilitar o processo deve-se dividir o plano em etapas que respondam a questões específicas:
1. Título: visa dar uma idéia acerca do conteúdo do projeto. Ele pode ser mudado, caso haja necessidade;
2. Descrição e justificativa: nessa etapa é importante ter a clareza do porque do projeto ser implementado. Recomenda-se a realização de um diagnóstico com elementos que enfatizem a demanda. Outros questionamentos importantes nessa fase: importância da demanda para a comunidade e os benefícios alcançados pelo público a quem se destina o projeto.
3. Objetivos: para elaboração dos objetivos deve-se levar em consideração a resposta das seguintes perguntas: para que? e para quem? Os objetivos podem ser classificados em objetivos gerais e específicos.
4. Metas: tem a finalidade de detalhar os objetivos do projeto e devem ser expressas em termos concretos que permitam a avaliação do alcance dessas metas.
5. Metodologia: deve ter-se a clareza, nessa fase, de como o projeto vai alcançar os objetivos propostos.
6. Cronograma: nessa fase deve-se responder a pergunta quando? O cronograma visa organizar as ações de forma seqüencial, permitindo atender aos prazos estabelecidos.
7. Orçamento: previsão e controle de todos os gastos. É o resumo financeiro do projeto e detalha quanto será gasto para sua realização e como.
8. Mensuração dos resultados: devem-se utilizar indicadores que permitam a avaliação dos resultados. Eles podem ser quantitativos ou qualitativos e devem indicar se os objetivos foram alcançados e os pontos que necessitam serem aprimorados.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A produção teatral no contexto da escola
Na escola o ensino das Artes dá ênfase as Artes Visuais, mas o teatro e a dança vêm ganhando espaço. Nesse, sentido é importante que o professor/a domine os conhecimentos necessários para produção de uma peça teatral.
Como o teatro é uma atividade coletiva requer a interação entre os sujeitos participantes. O professor/a é um mediador desse processo e deve com os estudantes planejar cada fase da execução do trabalho. Esse planejamento inclui as metas de curta, média e longa duração. A produção envolve diversas linguagens artísticas, maquinários e habilidades diferentes. Dessa forma deve-se trabalhar a autonomia dos estudantes e fortalecer o trabalho de grupo, além disso, incentivar a busca de respostas criativas para resolução dos problemas que surgem com a montagem. Nesse contexto, um planejamento bem estruturado resulta em conhecimento construído de forma coletiva e em uma montagem cênica bem resolvida.
Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva
Inscrições até 20 de setembro
A Fundação Nacional de Artes (Funarte), em parceria com o Instituto Camões, a Direção Geral das Artes e o Teatro Nacional D. Maria II, de Portugal, lançam o Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Antônio José da Silva.
O prêmio tem como objetivo incentivar a dramaturgia e o surgimento de novos autores. Visa também fortalecer a cooperação entre Brasil e Portugual.
Confira o edital no site:
http://www.cultura.gov.br/site/2010/08/05/premio-luso-brasileiro-de-dramaturgia-2010/
Mais informação: teatro@funarte.gov.br